Coordenador do NEPE, PIBID de Geografia -FBJ, CoordenadorMestre e Doutor (Phd) em Geografia - UFPE

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Doutor em Geografia (stricto sensu) - Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2012); Mestre em Gestão e Politicas Ambientais (stricto sensu) - UFPE (2009); Especialista em Ensino Superior de Geografia (lato Sensu) - Universidade de Pernambuco - UPE (1998); Licenciatura Plena em Geografia - Centro de Ensino Superior de Arcoverde - CESA (1985);   Coordenador do PIBID - Geografia Professor; Orientador de Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC, na Graduação e Pós-Graduação (Latu Sensu).

sábado, 1 de julho de 2017

CONSIDERAÇÕES SOBRE SISMICIDADE EM CARUARU - PE

SISMOS EM CARUARU ( com resultados) 
Prof. Dr. Natalicio de Melo Rodrigues.


Reportagem do ultimo sismo em Caruaru- PE.
Video disponivel no Youtube. Fonte: Pernambucopontocom.23/03/2016.

BASE TEÓRICA

Os terremotos e sismos que ocorrem em Caruaru por ser um fenômeno natural do campo da Geologia são explicados por teorias relacionadas a dinâmica do Planeta Terra, como são os casos da  Deriva Continental e a Tectônica de Placas, teorias que se complementam ao longo de um grande processo de evolução e desenvolvimento da Geologia.  A Deriva Continental, por exemplo, foi desenvolvida por Alfred Wegener (1880-1930), que contou com contribuição de Eduardo Suess (1831-1914) autor da obra The Face of Earth e com acréscimos dos conceitos: Gondwanaland, Mar de Tétis, e a Flora Glasopteris. Uma outra contribuição veio de   Alexander Du Toit (1878-1948)  com desenvolvimento da obra: Our Wandering (Nossos continentes errantes) na qual se utilizou dos conceitos Luarásia  e Godwuana, nome dados aos blocos de massas continentais em movimento, os depósitos glaciais e carvão mineral.

Observa-se nas figura acima retratado em selos postais três grandes pesquisadores da Teoria da Deriva Continental a primeiramente Alfred Wegener (1880-1930), Eduard Suess (1831-1914), Dr.Alex du Tiot(1878-1948).

Quanto a Teoria da Tectônica de Placas a teoria propriamente dita foi desenvolvida no final dos anos 60, por Robert Palmer e Donald Mackenzie. Essas teoria em conjunto permitem explicar como ocorre, onde ocorre,etc., e são mensurados por aparelhos denominado sismógrafos em um escala desenvolvida por Charles Francis Richter (Hamilton, 1900 —1985) sismólogo estadunidense
A Sismologia é o ramo da Geofísica que estuda os terremotos (ou sismos): suas causas, efeitos, a propagação das ondas de vibrações emitidas pelo terremoto, etc. A Sismologia também utiliza as ondas emitidas pelos terremotos para estudar a estrutura da Terra. Um sismo é um fenômeno de vibração brusca e passageira da superfície da Terra, resultante de movimentos subterrâneos de Placas rochosas, de atividade vulcânica, ou por deslocamentos (migração) de gases no interior da Terra, principalmente metano. O movimento é causado pela liberação rápida de grandes quantidades de energia sob a forma de ondas sísmicas.

Um sismo se diferencia de terremoto, se um sismo abala zonas não habitadas não é nunca usado o termo "terremoto" ou "terramoto", mesmo que seja de grande intensidade, enquanto que se abalar zonas habitadas, for sentido e tiver efeitos catastróficos é costume usar o termo terremoto.

Sismo,também chamado de abalo sísmico, tremor de terra, ou terremoto, é o resultado de uma súbita liberação de energia na crosta do planeta Terra, geralmente por conta do choque entre placas tectônicas, esses criam ondas sísmicas que são medidas. A sismicidade ou atividade sísmica de uma área refere-se à frequência, tipo e tamanho dos terremotos registrados ao longo de um período de tempo na região. Segundo geólogo Gorki Mariano ao elucidar explicação sobre os tremores que ocorrem em Caruaru, disse que os mesmos são resultados de acomodações nas rochas que compõem um sistema de falhas denominado Zona de Cisalhamento Pernambuco-Leste.

Com base teorias presente na ciência geológica, a saber a Tectônica de Placas e Deriva Continental, pode-se afirmar que as causa dos tremores de terra registrados na cidade de Caruaru, resultam de movimentos geológicos elucidado nesses paradigmas. Os movimentos registrados em Caruaru são do tipo internos próprio da dinâmica terrestre.

No caso do Brasil, região nordeste, especificamente o caso de Caruaru em pernambuco relacionam-se diretamente com falhas geológicas em decorrência do momentos de placas tectônicas localizadas na borda Oeste do continente Sul-americano, margem com o Oceano Pacifico, e na também Leste na zona central do Oceano Atlântico, entre as bordas das Placas da África e Placa Sul-americana.


Observa-se uma figura que mostra a posição geográfica regional do Brasil ocupando o centro da placa sul americana, placa essa que faz limite com a Placa Africana Leste e a Placa de Nazca ao Oeste, de modo que por sua posição situa-se entre a dinâmica geológica de duas placas tectônicas. Imagem: geologyforinvestors.

A Leste por exemplo, se crer que tenha relação com divergência de placas, que são as placas denominada de Placa Sul-Americana e a Placa oceânica denominada da Africa. A Oeste a movimentação geológica ocorre em uma condição geológica em que as placas se convergem. Em uma convergência de placas como são os casos da Placas Sul-América e Placa de Nazca, afeta todo a massa continental, de forma que o continente Sul-Americano manifesta em duas consequências geológicas diferentes, como são os casos da orogenia e da epirogenia, sendo que a epirogenia é consequência imediata da orogenia.

No caso do orogenia ou orogênese, ocorre quando duas placas convergem, uma de material mais denso avança por baixo de uma outra formando uma zona de subdução em sua parte inferior, e na parte superior ocorre um soerguimento da borda, que em conformidade com a Teoria da Tectônica de Placas propicia a formação de montanhas como é o caso da formação em andamento da Cordilheira dos Andes.

O vídeo a seguir elucida a formação do Oceano Atlêntico como resultado da separação entre as Placas Sul-americana da África fenômeno denominado divergência de placas. Elucida ainda os processo classificados como orogenia e epirogenia.


Teoria de Placas Tectónicas Fonte: Youtube:Rafique Anusse.

Admite-se que a superfície terrestre seja formada por uma serie de placas bastante rígida, mas relativamente delgadas, de cerca de 150 km de espessura, embora de dimensão variáveis, a maior parte da superfície terrestre é ocupada por sete (7) placas que são: Placa Africana, Placa Norte Americana, Placa euro-asiática, Placa Sul-americana, Antárctica, Pacífica e Indo Australiana.

CASO DE CARUARU

Quanto epirogenia é o que ocorre atualmente no Brasil, é uma situação geológica em que massa de terra continental são soerguida de forma lenta e continuada. Esse soerguimento vertical pressiona toda a massa que compõe a área do território sul-americano, que por sua vez soergue o Planalto Central do Brasil, o Planalto da Borborema no Nordeste, especificamente a Cimeira Estrutural Pernambuco-Alagoas. Antonio Carlos Professor de Geografia (UFPE), ao caracterizar esse recorte regional do Planalto da Borborema afirmou que este setor define-se na paisagem da Borborema, de norte para sul, a partir das imediações do Município de São Caetano-PE, assumindo uma feição topográfica mais homogênea em relação aos setores circunvizinhos, onde predominam as cristas e relevos residuais. Os tremores sísmicos ocorrem com notoriedade no agreste especificamente em Caruaru, atua sobre antigas e recentes falhas que compõe a estrutura geológica e geomorfológica resultando em tremores sísmicos. Segundo Gorki Mariano professor doutorem Geologia da UFPE, diz que: "É como se a América do Sul estivesse sendo comprimida por uma gigantesca mão".



Observa-se na figura acima representação cartográfica do mapa do território de Pernambuco em cor salmão. Os pontos em cor vermelha representa os locais onde foram registrados tremores sísmicos, as setas elucidam a compressão geológica em função das convergência de placas sobre a América do Sul, Brasil, Nordeste,e consequentemente sobre o lineamento de Pernambuco que no mapa aparece representado por um traço em cor branca em parte reto e levemente sinuoso, quase coincidindo com traçado da BR federal 232. Caruaru situado no centro do agreste nesse aspecto é o foco dos tremores devido a presenta de convergência de várias falhas. Imagem:noticiasbol.



Na figura acima ver-se em primeiro plano parte do espaço urbano de Caruaru, por trás das construções verticalizadas é possível observar o alinhamento do relevo escarpado que forma a estrutura geológica e geomorfológica denominado de Lineamento de Pernambuco.

Essa movimentação tectônica e própria da dinâmica planetária da Terra, mas em Pernambuco tem uma relação direta com a estrutura geológica. Segundo Lucivânio Jatobá na estrutura geológica de Pernambuco há uma grande falhas denominado Lineamento de Pernambuco, que conforme Lucivânio Jatobá (2008) é dos mais importantes aspectos da Geologia Estrutural do Nordeste Oriental esse Lineamento de Pernambuco, esse possui um cumprimento de aproximadamente 750 km, tendo uma direção geral E-O, estendendo-se desde as mediações do Recife a Paulistana, no Piauí, e caracteriza-se pela presença de uma extensa falha de rejeito direcional. (JOTOBÁ; LINS, 2008). Desse modo por sua dinâmica quando ocorre movimentos tectônicos, seja na área de divergência de placas do Oceano Pacifico, ou ainda na área de divergência das placas do Oceano Atlântico, ocorrem dispersão de energia no Lineamento Pernambucano em diferentes graus de sismicidade.

O PROBLEMA DA DATAÇÃO E DOS REGISTROS EM CARUARU

A datação dos eventos sismológicos de Caruaru leva a um problema complexo que envolve três condições de temporalidade, uma geológica-geomorfológica, a temporalidade histórica do surgimento do povoado que vai da origem ao município, e por fim a datação dos registros do primeiros tremores.

A primeira datação geológica refere-se ao surgimento da falha geológica denominada Lineamento de Pernambuco esteja relacionada ao soerguimento da Plataforma Americana que elevou o Planalto Central Brasileiro, e consequentemente o atual Planalto da Borborema, em escala que abrange a fragmentação do Pangeia até a condição de divergência e convergência de placas a qual vivencia-se, essa temporalidade geológica abrange uma mensuração temporal que varia entre 350 m.a -75 m.a.

A datação dos tremores também nos traz problemas, isso porque muito registros de tremores não tiveram registros e nem acompanhamento da imprensa, muito menos do acompanhamento dos LabSis da Universidade do Rio Grande do Norte. Embora sem registro muito se fala de registro de tremor em Caruaru no anos de 1924, mas não há comprovação, isso porque a imprensa da época na se preocupava em registrar os fatos relacionado ao tremores. Dessa forma considerando apenas o que se tem registro e acompanhamento o que se iniciou apenas nos últimos 30 anos.

A atividade sísmica em Caruaru mais antiga teriam ocorrido no ano de 1835, mas a maioria dos eventos registrados são sismos ocorridos ao longo do século XX e XXI. No séculos XX por exemplo há um total de 8, e no século XXI o total foi de 24. A série de tremores (enxame sísmico) de maior impacto ocorreu em janeiro de 1967 causando pânico e mudança de cidade entre alguns moradores, embora o tremor de maior magnitude (dia 21/01) só tenha alcançado a magnitude 3.8.


Sismograma registrou o abalo sísmico de 3.8 de magnitude entre São Caetano e Caruaru (Foto:Divulgação/ LabSis/UFRN).Fonte G1. 28/02/2016.

Estudos apontam que a cada ano ocorrem no Planeta Terra cerca de 500 mil terremotos, mas apenas 100 mil podem ser sentidos, e destes apenas 100 causam algum tipo de impacto (RICHARDS,J;2013), A totalidade dos registros sísmicos em Caruaru totalizam 32, considerando apenas o que se tem registros no LabSis/UFRN temos um total de 18, mas quando somados aos registrados no jornais locais esse numero chega a 32. Não se sabe também como foi feito os registros do anos anteriores ao acompanhamento do LabSis da UFRG, mas é bem provável que era feiro na universidade, e que somente em 2006 e que foi instalados sismógrafos nas proximidades das falhas.

REGISTRO DAS OCORRÊNCIAS DE SISMICIDADE NA CIDADE DE CARUARU-PE – ESCALA RICHTER

REGISTRO DE SISMICIDADE NA CIDADE DE CARUARU-PE –ESCALA RICHTER
    DATA
MAGNITUDE
IMPRENSA
FONTE
Total
21/01/1967
3.8°
Vanguarda

01
29/01/1970
3.9°
Vanguarda

02
20/10/1974
3.6°
Vanguarda

03
04/05/1983
3.0°
Vanguarda

04
07/05/1983
3.5°
Vanguarda

05(1/2)
16/12/1983
3.5°
Vanguarda

06(2/2)
08/11/1984
3.8°
Vanguarda

07
08/10/1993
3.4°
Vanguarda

08
01/05/2000
3.2°
Vanguarda

09
28/05/2002
3.2°
Vanguarda

10(1/5)
29/05/2002
2.3º
Vanguarda

11(2/5)
20/06/2002
3.5°
Vanguarda

12(3/5)
30/06/2002
3.8°
C.Sis.Usp
C.Sis.Usp
13(4/5)
16/08/2002
2.8
C.Sis.Usp
C.Sis.Usp
14(5/5)
20/05/2006
4.0°
Vanguarda
LabSis/UFRN
15(1/2)
28/06/2006
3.1°
Pe360graus.com

16(2/2)
20/02/2007
3.9°
Galileu, n.187

17(1/2)
30/06/2007
3.5°
G.1.Caruaru

18(2/2)
23/02/2009
3.3°
G.1.Caruaru

19(1/3)
25/11/2009
2.1°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
20(2/3)
27/11/2009
2.4°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
21(3/3)
26/03/2010
2.4°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
22
17/11/2011
2.0°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
23
18/02/2012
1.8°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
24(1/2)
29/03/2012
3.1°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
25(2/2)
03/02/2015
2.4
C.Sis.Usp
C.Sis.Usp
26(1/10)
04/02/2015
2.0°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
27(2/10)
06/02/2015
1.5
C.Sis.Usp
C.Sis.Usp
28(3/10)
07/03/2015
1.8
C.Sis.Usp
C.Sis.Usp
29(4/10)
03/03/2015
2.0°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
30(5/10)
02/07/2015
2.0°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
31(6/10)
25/07/2015
3.3°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
32(7/10)
23/08/2015
2.9
C.Sis.Usp
C.Sis.Usp
33(8/10)
30/08/2015
3.8
C.Sis.Usp
C.Sis.Usp
34(9/10)
05/11/2015
2.2°
G1.Caruaru
LabSis/UFRN
35(10/105)
24/06/2016
1.8
C.Sis.Usp
C.Sis.Usp
36
Tabela 1:Registros de sismos no Brasil. Autor: Natalicio de Melo Rodrigues, 2016.

MAGNITUDE E FREQUÊNCIA ANUAL NO MUNDO COMPARADO COM OS SISMOS OCORRIDOS EM CARUARU- PE.
Como se observa na tabela de sismos de Caruaru que apontou um total de 32 registros, ver-se que a maioria do tremores ocorrem na escala que situam entre 2 e 2.9, e diminuem progressivamente conforme aumenta a magnitude estabelecido na tabela (Registro de Sismo no mundo). Essa mesma tendência que elucida tremores entre 2 e 2,9 também foi observado na tabela de eventos sísmicos que ocorre em Caruaru. Outro fator que se deve levar em consideração quando se compara os números de sismo ocorridos em Caruaru, e que o quantitativo são bem menores e relativamente pouco frequente, o que denotam que embora apresente tendência nos números o quantitativo é extremamente baixo, ou seja de cada 1.300.000 tremores na escala de 2 e 2,9 apenas 9 tremores foram registrados em Caruaru. Por outro lado na escala que varia de 3 e 3,9 considerados com ligeiros onde registrou-se 130.000 no mundo foram observados em Caruaru um total de 22, por fim os tremores considerados moderados que varia de 4 a 4,9 foram vistos em Caruaru apenas 01 dos 13.000 já registrados até agora em todo planeta. Os tremores - que dois (-2) ocorrem cerca de 8.000 por dia em todo mundo, mas são imperceptíveis, e também ocorrem em Caruaru.

REGISTRO DE SISMO NA ESCALA DE INTENSIDADE

Os registro de sismos feitos no Brasil, como é o caso da Caruaru feito pela UFRN se baseia na escala Richter, também conhecida como escala de magnitude local ou M_L, é uma escala logarítmica arbitrária, de base 10, utilizada para quantificar a magnitude de um sismo. A escala foi construída calculando o logaritmo da amplitude horizontal combinada (amplitude sísmica) do maior deslocamento a partir do zero num tipo particular de sismógrafo de torção, o sismógrafo de Wood-Anderson. O nome da escala é uma homenagem ao seu criador, o sismólogo norte-americano Charles Francis Richter (1900-1985).


Fonte:Google.com.Imagens. Escala Richter.

Tabela 2: Escala de Magnitude dos registros no mundo.


Tabela 3: Registro de magnitude dos sismo em Caruaru. Autor: Natalicio de Melo Rodrigues,2016.
O SIGNIFICADO DAS MAGNITUDES DO TERREMOTOS DE CARUARU
Ao observar os dados que mensura os sismos de Caruaru, ver-se que em sua maioria são registros de magnitudes que variam entre 2 - 2,9 foram registrados nove, enquanto que os de magnitudes 3-3,9 foram 22 registros, compondo a maior parte da totalidade dos registros. Entretanto não fácil conceber mentalmente o que significa a dimensão desses tremores. Uma das maneiras de entender o que significa são as representações em gráficos, uma vez que um gráfico tem a capacidade de elucidar o que de fato os números significam. Entre tantos gráficos disponíveis na internet o melhor e mais objetivo em mostrar comparações do que significa a escala Richter, e que retrata na forma de círculos ou esferas, porque esse tipo permite fazer comparações visuais, como se ver na figura a seguir.

Nota-se que os tremores registrados em Caruaru são muito pequenos quando comparados aos tremores na forma de terremotos do tipo forte(Strong), destrutivo (Destructive), desatrosos (Disatrous), ou catastrófico (Catastrophic).


REGISTRO DE INTENSIDADE DOS SISMO DE CARUARU NA ESCALA TEMPORAL

As tabelas 4 e 5 mostras a distribuição dos registros sismológicos ocorrido no Agreste de Pernambuco, especificamente na cidade de Caruaru onde estão instalados os sismógrafos LabSis/UFRN. Observa-se que nesse tabela mostra apenas o grau de intensidade, dessa forma quando aparece um numero no topo da coluna vermelho mostra o de maior intensidade no ano de ocorrência. Por exemplo, em 2015 foram registrados cinco tremores sísmicos, três de intensidade 2,0, um de 2,2, e um registro de 3,3 que foi o de maior intensidade, por tanto esse de intensidade de 3.3 aparece como limite maior. Nos anos em que não houve registros na imprensa, como por exemplo em 2014 aparece um numero 1.0. Quanto aos quantitativos onde se atribui 1,0, como são casos de 2014, 2013, 2008, 2007, 2005, 2004 e 2001 presente na tabela 4, justifica-se porque o planeta Terra é dinâmica, e os terremotos ou sismo são resultado de acumulação de forças, desse modo mesmo não perceptível pela população é perceptível pelos sismógrafos mas por ser de pouca intensidade não são divulgados e nem considerados pela imprensa, mas considerados na escala Richter.

A tabela foi dividida por causa do pouco espaço da pagina do Blog. A divisão não foi aleatoria, obtou-se por dividir por século, desse modo a Tabela 4 mostra os registros do Século XXI considerado os períodos anuais do ano de 2000 a ao ano de 2016. Por sua vez a Tabela 4 mostra os sismos do século XX e os períodos anuais de 1983 a 1999. No século XX registrou apenas dois sismos importantes foi os casos dos anos de 1984 quando ocorreu um sismos de 3,8 e 1983 dois sismos de 3,5.


Tabela 4:Registros de graus de intensidade dos sismos do Século XXI período de 2016-200. Autor: Natalicio de Melo, 2016.



Tabela 5:Registros de sismos do Século XX período de 1999-1983. Autor: Natalício de Melo, 2016.

Como se observa, comparando os eventos sísmicos na escala espacial mundial com a escala local de Caruaru ver-se que os movimentos sísmicos registrados em Pernambuco, segue a tendencia de grandeza, ocorrência e frequência dos registros ocorridos em outras partes do mundo. A conclusão que tem a partir dos dados levantados apontam que no Século XX os tremores mais significantes ocorreram apenas duas vezes, um no anos de 1984 e outro em 1983, em ambos acima de 3,8. No século XX os dados elucidam uma maior dinâmica na falha denominada Lineamento de Pernambuco, com um variedade de sismos significantes que variam entre 2,0-2,9 a 4,0. Quando ocorrem é por dois anos seguidos, sendo intercalados por dois anos de baixa atividade com sismos na Escala de Richter no valor de 1.0. No século atual observa-se que as atividades sísmicas tem sido mais frequente em todo mundo, algo nunca visto na historia geológica da Terra desde sua estabilidade holocênica.

Embora parte da imprensa e pessoas queiram passar um ideia assustadora, os números dos eventos sísmicos em Caruaru são de baixa frequência temporal e não continuada, com espaços em alguns casos anuais entre os eventos, e aponta para terremotos em escalas espacial de magnitude considerada do tipo pequeno e rápido, condição em que oferecem pouca possibilidade de danos as construções e estruturas urbana e riscos a segurança da população.

INDICADORES DE FALHAS GEOLÓGICAS EM CARUARU

Segundo LabSis/UFRN o Lineamento Pernambuco (LP) é uma zona de cisalhamento de centenas de quilômetros de comprimento e ~ 5 km de largura, apresenta reativação em sua zona milonítica principal, de direção EW, e em suas ramificações de direção NE. Nessas falhas. A sismicidade nesta área é conhecida desde o início do século XX. As falhas que determinam esta sismicidade coincidem com falhas que reativam a foliação milonítica. 

Acima ver-se mostra de rochas metamórficas cristalino tipo milonitica caracterizada por foliação milonítica na forma de estreitas faixas cataclásticas, localizadas nas margens da BR 232 na cidade de Caruru-PE Fonte: Natalício de Melo.2016.

Ainda segundo o LabSis/UFRN Em áreas como a de Caruaru, por exemplo, dados sismológicos e estruturais mostram forte correlação entre o mecanismo focal da falha sismogênica e a orientação predominante do pré-cambriano. As falhas profundas formam pares conjugados transcorrentes de orientação NW-SE dextrais e NE-SW sinistrais e, por vezes estão preenchidas por epídoto e/ou veios de quartzo. As falhas rasas são representadas por cataclasitos, brechas de falhas, gouge e por falhas preenchidas por óxido/hidróxido de Fe e pseudotaquilitos. As falhas rasas reativam as falhas dextrais NW-SE, bem como a foliação milonítica na forma de estreitas faixas cataclásticas. A reativação do fabric pré-cambriano indica que as zonas de cisalhamento agem como zonas de fraqueza e foram reativadas em diferentes níveis crustais. 

Vista paisagística de Caruaru. Nota-se claramente em primeiro plano uma grande área plana onde se desenvolveu com mais veemência o processo urbano, essa primeira parte desse conjunto paisagístico e denominado espelho de falhas do ponto de vista geológico. Na verdade, do ponto de vista da geomorfologia essas áreas planas presente no semiárido um grande pediplano. Em segundo plano ver-se uma área elevada permeada por “serras’ que na verdade são escarpas de falha. As escarpas elevadas é o segundo elemento de uma falha geológica.  

Um leigo que se depare com a paisagem panorâmica de Caruaru (Figura 21) certaen vai admirar a beleza da paisagem e enaltecer o notório processo de verticalização da paisagem que se materializa na forma de edifício. Porém na percepção mais aguçada de um geólogo ou um geomorfológo vai ficar notório a presença dos elementos que formam a falhas geológica que pertence ao morfoestrutura maior denominada Lineamento de Pernambuco.

Elementos teóricos a ser considerados na identificação de Falhas geológicas aplicados à Caruaru

Segundo Lucivânio Jatobá (2008) a identificação de falhas e fraturas é feita mediante a observação de cartas topográficas, cartas imagem de radar, imagem de satélites e fotografias aéreas pancromáticas. O exame de uma carta topográficas ou de um mapa com a rede de drenagem pode revelar o controle tectônico sobre os rios.

A autora ainda afirma que, há diversos padrões de drenagem é feita tomando por base as suas características maiores, tais como: grau de integração, densidade, grau de uniformidade, orientação, grau de controle, singularidade e ângulos de juntura. Dessas características, são importantes, para a identificação de falhas e fraturas as seguintes;   

a) orientação: diz a respeito aos aspectos direcionais do padrão de drenagem que se sobrepôem àquela de deflúvio normal;  
b)angularidade: refere-se às variações bruscas de direção dos cursos d’água, compondo um padrão de drenagem retangular;
c)ângulos de juntura: são ângulos reetos formados entre rios e seus afluentes. Quando o ângulo de jutura é agudo, não há presença de falhas na área.

Aplicação das tecnicas com uso de imagens do Google Erth das urbanas e rurais.

Essa imagem de aerea de Caruaru por ter sido tirado tendo como o fundo o horizonte Norte é possivel notar com muita precisão a principal morfoestrutura geologica relacionada a sismicidade presente em Caruru. Trata-se do Lineamento de Pernambuco. Na verdade  esse lienemaneto de Pernambuco tem 700 km de extensão e cerca de 12 ou mais quilômetros de profundidade. Começa no Oceano Atlântico, na cadeia de montanhas submersas (Dorsal Atlântica), e adentra o continente após o Recife, passando por municípios como Pombos, Bezerros, Caruaru, São Caetano, Tacaimbó, Belo Jardim, Pesqueira, terminando em Arcoverde.

Observa-se nitidamente na iamgem um extenso perfil de reto elucidado pelo traçado em cor amarela que separa o plano urbano e o inicio do complexo de rampa que compoe as escarpas de falhas que compoe a falha maior morefoestrutural deonominada Lineamento de Pernambuco. Esse plano maior e exstenso que compoe a maior parte da paisagem e composto de pediplano,que são as áreas mais planas, por sua vez os pedimentos que não são vistos nessa escala são as ondulações do terrenos que se inclinam aos talvegue do Rio Ipojuca que secciona todo o plano urbano de Caruaru.

Essa observação recomendada por Lucivânio Jatobá (2008) de identificação de falhas e fraturas é feita mediante a observação de cartas topográficas, cartas imagem de radar, imagem de satélites e fotografias aéreas pancromáticas, mostraram-se positivas, sendo que o método aplicado foi o uso do software GoogleErth. 

Quanto as angularidade que o autor se refere-se nas tecnicas como variações bruscas de direção dos cursos d’água, compondo um padrão de drenagem retangular, foi possivel obervar nas imagem do gooogle erth nas Coordenadas Geográficas 8° 28’S e 35°97’ W o traçado indicador das falhas. Esses traçados retos que elucida a drenagem do rio Ipojuca entre o plano urbano de Caruaru, são indicadores das falhas geológicas presentes no terreno.

Normalmente o rio possui um determinado Padrão de drenagem: Também conhecido como rede de drenagem, esse aspecto ou formato apresenta o traçado do conjunto dos talvegues de uma bacia hidrográfica. Este padrão ou desenho está intimamente relacionado a características geológicas e geotectônicas da área, sendo, portanto, importante elemento diagnóstico e interpretativo de um rio.


Uso de imagens de satelites do softwere GoogleErth na identificação de Falhas geológicas em área urbanas e rurais de Caruaru

No caso especifico de Caruaru em que seu plano urbano e sobre a bacia do ipojuca tem sua rede de drenagem retangular o que elucida que o terreno está sujeito a região de falhas geológicas menores controladas sob dinâmica secundaria da falhas maior denominada Lineamento de Pernambuco.  

Representação esquemática do comportamento de um traçado de rio em ambientes de terrenos dominado por falhas geológicos.Fonte: Google.com.2017.


Ver-se plano urbano de Caruaru no seu núcleo mais central. A linha vermelha paralelo ao reto rio Ipojuca elucida o traçado reto incomum presente em área de drenagem retangular oriundo de alterações geológicas no terreno na forma falhas geológicas.  Coordenadas Geográficas 8° 28’S e 35°97’ W. Fonte: GoogleEarth. Acesso em 20/05/2017. Arte: Natalicio de Melo. 2011.

Na regra geral um rio se comportam no seu traçado de forma sinuosa e reta, esse comportamento hídrico decorre porque raramente seu traçado se dar em conformidade com a dureza dos terrenos resultantes de sua composição geológica e agentes erosivos atuantes como é caso do próprio no curso de sua drenagem, porém quando esse padrão sinuoso e quebrado rio, e se estabelece na forma de ângulos retos torna-se um indicador de falhas geológicas, que em tempo são indicadores de ação geológicas de falhas e pontos de registros de sismicidade pretéritas e atuais reinantes. 

Ver-se que o plano rural presente em Caruaru ao longo do Rio Ipojuca, se comporta de forma geológica semelhante ao no seu núcleo urbano mais central. A linha vermelha paralelo ao reto rio Ipojuca elucida o traçado reto incomum presente em área de drenagem retangular oriundo de alterações geológicas no terreno na forma falhas geológicas.  Coordenadas Geográficas 8° 28’S e 35°97’ W. Fonte: GoogleEarth. Acesso em 20/05/2017. Arte: Natalicio de Melo. 2011.


CONCLUSÕES

Face aos dados obtidos, conclui-se que: os estudos realizados no Brasil desde a década de 70 mostram que a atividade sísmica no Brasil vem aumentando e não deve ser negligenciada, que os sismos em Pernambuco especificamente em Caruaru devam ser monitorados e melhor estudados uma vez que há parcos estudos disponíveis.

As Teoria da Deriva Continental e a Teoria da Tectônica de Placas constitui sim modelo teóricos para explicar fenômenos sísmicos relacionados a falhas geológicas de Caruaru-PE, porem com sempre com o cuidado de observar sua escala.

O Nordeste é uma das regiões sujeitas a terremotos no Brasil, com magnitude média de 3,5 graus na chamada Escala Richter (que variam de 0° a 10°).

O Lineamento Pernambuco que tem 700 km de extensão e cerca de 12 quilômetros de profundidade. Começa no Oceano Atlântico, na cadeia de montanhas submersas (Dorsal Atlântica), e adentra o continente após o Recife, passando por municípios como Pombos, Bezerros, Caruaru, São Caetano, Tacaimbó, Belo Jardim, Pesqueira, terminando em Arcoverde. Um outro setor ressurge em Floresta e vai até Ouricuri, no Sertão do Araripe, quase na divisa com o Piauí, tem relação direta com fenômenos sísmicos registrados em Caruaru-PE.

O uso do software Google Earth na pesquisa para localização das falhas geológica foi positivo, principalmente quando se considera em lidar com objeto de grande escala espacial como é caso da cidade de Caruaru-PE.

Que conforme os dados históricos dos registros de sismos obtidos da pesquisa, observa-se que a atividade sísmica em Caruaru mais antiga teria ocorrido no ano de 1835, mas a maioria dos eventos registrados são sismos ocorridos ao longo do século XX e XXI.

Por que desde o primeiro registro de tremor em Caruru-PE até os dias hoje totalizam 32 tremores distribuído da seguinte forma e em acordo com a escala Richter: 9 sismos na escolas de 2° a 2,9°; 22 sismos na escalas que vai de 3° a 3,9° e apenas 1 na escala 4°.

REFERÊNCIAS
  • -Revista do Instituto Geológico, São Paulo, 31 (1/2), 35-52, 2010 35 MEGAGEOMORFOLOGIA E MORFOESTRUTURA DO PLANALTO DA BORBOREMA Antonio Carlos de Barros CORRÊA Bruno de Azevêdo Cavalcanti TAVARES Kleython de Araújo MONTEIRO Lucas Costa de Souza CAVALCANTI Daniel Rodrigues de LIRA-LabSis da UFRN.
  • JATOBÁ, LUCIVANCIO. Introdução a Geomorfologia, Recife, Bagaço. 2008.
  • JON RICHARDS; ED SIMKINS. O mundo em Infográficos, Rio de Janeiro, Sextante, 2013.
  • WWW.Wolfram Alpha.