Coordenador do PIBID/ Curso de Geografia -FABEJA, Mestre e Doutor (Phd) em Geografia - UFPE

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Doutor em Geografia (stricto sensu) - Universidade Federal de Pernambuco - UFPE (2012); Mestre em Gestão e Politicas Ambientais (stricto sensu) - UFPE (2009); Especialista em Ensino Superior de Geografia (lato Sensu) - Universidade de Pernambuco - UPE (1998); Licenciatura Plena em Geografia - Centro de Ensino Superior de Arcoverde - CESA (1985);   Coordenador do PIBID - Geografia Professor; Orientador de Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC, na Graduação e Pós-Graduação (Latu Sensu).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Os cinco princípios da Geografia clássica




Os cinco princípios da Geografia clássica usados de forma isolada e preso ao conceito tradicionais clássicos não servem mais para explicar a complexidade do Espaço Geográfico. 


Segundo Andrade(1998) desde o século XIX até os primeiros anos do século XX, consolidou-se a idéia de que o método geográfico se baseava nos cinco princípios enunciados por ilustres mestres da geografia, a saber: Alexander von Humboldt (1769-1859) a quem atribui o principio da Causalidade; Karl Ritter (1779-1859) e Paul Vidal de la Blache que remete ao da Analogia; Friedrich Ratzel (1844-1904) o da Extensão; Jean Brunhes (1869-1930) a quem confere o da Atividade e o da Conexão. Esses princípios norteavam as pesquisas e por isso os estudiosas da ciência geográfica deveriam recorrer para realizar seus estudos. 

Mais recentemente Santos (1926-2001) em seu livro Por Uma Geografia Nova afirma que naquele momento histórico da fase da sistematização da geografia, esses geógrafos lutavam para encontrar leis e princípios que norteassem a disciplina geográfica nascente como ciência moderna. O autor tece comentário ainda afirmando que para época, era sem dúvida um progresso, e essas ideias que hoje nos parecem menos articuladas guardam, todavia, todo o seu valor, como inspiração pioneira.

Hoje agora opinando, digo que esses métodos clássicos tiveram grande importância no passado, vindo a constituir a cerne da Geografia clássica do Século XIX. Entretanto, embora ainda em usos, só aparecem no estudo e nas pesquisas na sua forma implícita. Assim, considerando a didática atual esses métodos não perdem sua importância na atual modernidade, e mesmo passado todos esses tempo continuam tão importantes quanto no passado, e por isso continuam validos. 

Toda via é preciso lembrar que suas condições de relevância hoje são secundários, essa atual condição se deve ao fato desses princípios serem apenas uma das parte de uma totalidade maior do discurso da Geografia cujo objetivo é o de estudar como o Espaço Geográfico é construído. Santos (2002) adverte ainda que ao buscar entender as contrações e conflitos oriundos da construção do Espaço Geográfico, que ocorrem no tempo e no espaço, não se deve abster de considerar em que contexto econômico essas construção espacial ocorre, uma vez o todo é regido pelo comando do sistema financeiro, e atualmente é o sistema capitalista moderno quem regem a regras da construção do Espaço Geográfico, e esse ultimo sim é o principal objeto de estudo da geografia. 


REFERÊNCIA:

ANDRADE,M.C.2006. Geografia Ciência da Sociedade. Recife, UFPE,

SANTOS,M.2002.Por Uma Geografia Nova: Da critica da Geografia a uma Geografia Crítica/Milton Santos. São Paulo, Edusp. SP.






terça-feira, 15 de novembro de 2016

OFICINA - PIBID - Construindo Um Espectrômetro



OFICINA DE GEOGRAFIA - PIBID -
Construindo Um Espectrômetro.

Texto revisado com exercício.




Passos do Projeto:


1. Pesquisa de referencias

2. pesquisa no site do modelo maquete do espectrômetro;

2.Montagem do aula no fomato PPT (Dowloand no slideshare)

3.Aula com exposição oral do conteúdo teórico em oficina;

4. Construção do Espectrômetro(exposto aqui passo a passo);

5. Prática de captação de espectrômetro com uso da câmera do celular

6. Aplicação na Geografia nas aulas de astronomia;

7.Exercício prático

8. Estudo de texto: Espectroscopia o Universo das Cores;

9.Modelo de espectrômetro para imprimir: Dowloand



Aula em PPT disponível no site Slideshare: Dowloand




A construção do espectrômetro

1.Entre no site spectralworkbench.org e baixe o modelo em pdf e imprima. A face interna(verso) na cor preta e externa branca (frente). No site é possível comprar original em cor preta, mas por tratar de uma oficina optou-se por baixar o modelo e imprimir. Lembrando que é fundamental que a parte interna esteja em cor preta.



Figura 1. Modelo original disponibilzado no site e em sua totalidade na cor preta.



Figura 2. Modelo baixado e impresso em cor branca na parte externa e preto na parte interna.

2.Recortando o modelo nas linhas retas(____) e dobrando nas linhas pontilhadas(------).



3.Recortando a lente do espectometro utilizando um cd usado. É preciso remover a película prateada para que a lente fique translucida, portando você deve usar fita adesiva para sua remoção.



Fixando a lente, lembrando que o ideal é fixar com fita adesiva. Na figura seguinte ver-se o espectometro na cor branca conforme praticado na oficina.

Espectrômetro branco utilizado na oficina. A parte interna na cor preta e na externa branca.

Como utilizar o espectrômetro

Deixe a luz de alguma fonte luminosa (pode ser o Sol) passar pela abertura do espectrômetro e refletir sobre a a lamina (fragmento do CD), que vai decompor a luz desta fonte nas várias cores do espectro visível. Anote e compare os vários espectros que você coletou com seu espectroscópio, usando a tabela a seguir.

As cores são representadas por letras e frequência: Vm(Vermelho- 630-780 nm);
L(Laranja- 590-630 nm); Am (Amarelo - 565-590 nm); Ve (Verde- 490- 565) nm);
Az ( Azul- 440-490 nm); Vi-( Violeta 380-440 nm).

Tabela pra uso do exercício


Exercício prático

Utilize o seu espectrômetro de faça a leitura das seguintes fontes de luz: Solar, Vapor de sódio,Vapor de mercúrio, Incandescente, Farol automotivo Xenônio, Fluorescente, Vela, etc. Utilize a tabela para descrever os resultado.

Veja abaixo um exemplo de preenchimento da tabela.


Amostragem teórica disponibilizado no site de alguns resultados


Amostragem de gases




Amostragem prática obtida com espectrômetro obtido na oficina.
Leitura de uma luz fluorescente em sala de aula






Espectrômetro de uma luz florescente

Orientações complementares

Usos do espectroscópio ou espectrômetro

Conforme NOGUEIRA (2009), as frequências emitidas pelos objetos luminosos indicam a sua constituição, como uma assinatura ou impressão digital. As frequências mais altas, como raios X e raio Ỵ, estão relacionadas a fenômenos muitos energéticos. O infravermelho está associado ao calor emitido pelos objetos. Assim os cientistas usam o espectro dos corpos para estudar a composição e a propriedade físicas dos objetos estrelares do universo visível e não visível. 

Possíveis desdobramentos e resultados

professor e pesquisador, saiba que essa atividade pode desencadear novos estudos, estimular a leitura e a produção de textos na escola, ou ainda o estudo de conteúdos específicos de sua disciplina ou em projetos multidisciplinares, como, por exemplo:

a) Estudar a relação entre os espectros das lâmpadas e suas potências, procurando assim, o modelo de lâmpada mais eficiente para cada ambiente de modo mais eficiente. 

b) Em algumas lâmpadas fluorescente aparece na embalagem um numero tipo 6.000K ( que é uma temperatura). Como esta temperatura está relacionado a lâmpada? 

d) Estudar a relação entre a cor que enxergamos a lâmpada e a mudança de estado energético do elétron dentro do átomo.

d) Estudar as cores, principalmente com a motivação da descoberta do branco. Por que alguns brancos são mais brancos que outros? 

Dicas para decoração da arte temática na sala da oficina


ESPECTROSCOPIA APLICADO A GEOGRAFIA

O texto utilizado na oficina modificado

Para baixar clik no link abaixo
Espectroscopia: O Universo em Cores - CDCC/USP

1. A contribuição de Isaac Newton (1643-1727)

A história da espectroscopia veio surgir com o experimento de um dos maiores gênios da mecânica e física clássica: sir Isaac Newton (1643-1727). Os registros apontam que o físico foi o primeiro a reproduzir, em 1665, um dos fenômenos mais fascinantes da óptica: a refração da luz solar que se manifesta na forma de um arco na atmosfera especificamente na troposfera quando há bastante umidade no ar. Esse fenômeno, de formação de faixas com as cores do ‘arco-íris’ (em inglês, ‘rainbow’), consiste basicamente no fato de que a luz emitida pelo sol, ou luz branca, é formada por várias cores, assim, quando ela atravessa um objeto transparente denominado “prisma”, como a gota de água da chuva (‘rain’), forma um arco (‘bow’) com as várias cores que saem desse prisma em diferentes direções.


Figura 1- O Experimento de Isaac Newton (1643-1727), observa-se a fenômeno defração de luz primária com uso de um prisma que projeta um feixe de luz na forma de cores : Fonte:fisica-interessante.com/biografia-isaac-newton.html .

2. O infravermelho e William Herschel (1738-1822)

Conforme o tempo foi passando, mais estudos foram feitos sobre esse mesmo experimento, assim em no ano de 1800 quando o astrônomo inglês William Herschel (1738-1822), que buscava saber qual das cores conseguiria produzir mais calor. Foi assim que se percebeu a relação entre essas cores, que variam do vermelho ao violeta, e suas temperaturas poderiam ser mensuradas com um termômetro. No entanto, numa área um pouco escura, situada depois da cor vermelha, conseguiu superar o vermelho e, por não ser visível, e por causa da sua localização no espectro, ficou conhecido como Infravermelho. Graças ao seu experimento hoje se sabe que a luz emitida do sol emite diferentes faixas de luz e calor e que essa faixa de temperatura diferenciada é denominada de “infravermelho”. 

Figura 2. O experimento de William Herschel (1738-1822) com a luz levou a descoberta do infravermelho e Fonte;gettyimages.

O infravermelho é uma radiação que age numa frequência, além da capacidade humana de visão, ou seja, é invisível aos nossos olhos. Essa radiação é liberada de todos os corpos que soltam calor e tem esse nome por estar depois da cor vermelha no espectro de cores, realizado por Isaac Newton em 1666. A radiação infravermelha são ondas de comprimento de 1 milímetro até 700 nanômetros(Figura 2), e, portanto, não visíveis para o olho humano. É uma radiação não ionizante, por isso, sem efeitos danosos, (sem riscos de causar males como, por exemplo, câncer). No espectro de luz, está localizado depois da luz vermelha, daí surgiu seu nome. Apesar de não poder ser vista, a radiação infravermelha pode ser notada no corpo em forma de calor: terminações nervosas, chamadas termorreceptores, conseguem captar essa radiação.
Fonte: studyblue.com

3.Thomas Young (1773-1829)

Thomas Young (1773-1829) Conhecido pela experiência da dupla fenda, que possibilitou a determinação do carácter ondulatório da luz. Em 1801 foi nomeado professor de filosofia natural (principalmente física) do Royal Institution. ondulatório da luz. Young exerceu a medicina durante toda a sua vida (primeiros trabalhos sobre o cristalino com 26 anos de idade), mas ficou mais conhecido por seus trabalhos em óptica. Conseguiu ligar as cores a determinados ‘comprimentos de onda’, ou seja, o quanto ela caminha no espaço na velocidade da luz para um período entre dois máximos de intensidade. Isso porque, na época, já se sabia que a luz poderia ser considerada como uma onda que carrega energia eletromagnética. As informações sobre elas, no entanto, só chegariam muito, muito mais tarde, trazendo grande surpresa e empolgação no meio científico. O maior trabalho de Thomas Young como físico foi a explicação da luz como um fenômeno ondulatório.




4.William Hyde Wollaston (1766-1828)
Nesta mesma época, William Hyde Wollaston (1766-1828) se destacou por identificar várias falhas no conjunto de cores, ou espectro, do Sol, ao observar sua luz atravessar uma fenda. Tratava-se de faixas pretas que foram também descritas por Joseph Von Fraunhofer (1787-1826), que catalogou mais de 500 delas e associou com a intensidade da luz.



Joseph von Fraunhofer foi um óptico alemão. É conhecido pela descoberta das linhas escuras decorriam de absorção conhecidas como Espectro de Fraunhofer no espectro solar, e por fazer excelentes vidros ópticos e lentes objetivas acromáticas para telescópios.



 A Técnica espectrométrica

A espectroscopia consiste na análise da radiação eletromagnética que vem de uma fonte, como, por exemplo, o Sol, uma nebulosa ou até mesmo a chama de uma vela, para poder definir propriedades físicas e químicas destes materiais. Entre algumas das propriedades bastante importantes para o estudo de um objeto astronômico, estão sua temperatura, seu tamanho, a abundância de elementos químicos que fazem parte de sua composição, sua velocidade de aproximação ou afastamento e também seu estágio de vida, no caso dele ser uma estrela.

O espectroscopio
O instrumento utilizado na espectroscopia é chamado de espectroscópio, e foi primeiramente utilizado em 1859 por seus criadores: o físico alemão Gustav Kirchhoff (1824-1887) em parceria com o químico alemão Robert Bunsen (1811-1899).

Gustav Robert Kirchhoff (Königsberg, 12 de março de 1824 — Berlim, 17 de outubro de 1887) foi um físico alemão. Suas contribuições científicas foram principalmente no campo dos circuitos elétricos, na espectroscopia, na emissão de radiação dos corpos negros e na teoria da elasticidade (modelo de placas de Kirchhoff–Love). Kirchhoff propôs o nome de "radiação do corpo negro" em 1862. É autor de duas leis fundamentais da teoria clássica dos circuitos elétricos e da emissão térmica.

Fonte: Google.com

Robert Wilhelm Eberhard von Bunsen (Nsceu em Göttingen, 31 de março de 1811 —Morreu em Heidelberg, 16 de agosto de 1899) foi um químico alemão.Aperfeiçoou um queimador, conhecido atualmente como bico de Bunsen, inventado pelo físico-químico britânico Michael Faraday, e trabalhou com emissões espectrais de elementos químicos aquecidos



Bussen analisando espectro de gases com queimador.Fonte: Google.com



Figura: Amostragem obtida pelo metodo desenvolvido por Bunsen.
Fonte: www.cdcc.usp.2012.

Kirchhoff e Bunsen encontraram um meio de determinar a composição das estrelas, analisando seus espectros, e com isto mostraram que o Sol contém os mesmos elementos que a Terra, embora em diferentes proporções e em outras condições (devido a pressão, temperatura, etc). Com isto também descobriram novos elementos químicos. A parceria surgiu pela soma dos conhecimentos de Kirchhoff, que sugeriu que um elemento químico puro ao ser queimado emite uma radiação com cor bem característica (Teste da Chama), e dos de Bunsen, que conseguiu inventar um queimador de gás metano (CH¬¬4) com controle da entrada de ar e cuja cor não interferia no experimento.

Leis da espectrocopia

A partir do uso do espectroscópio foi possível obter uma grande variedade do que são chamados “espectros”, ou, fisicamente falando, diagramas de amplitude da radiação eletromagnética. Cada um dos espectros obtidos por meio do ‘Teste da Chama’, ou seja, “espectros de emissão”, resultavam em faixas coloridas contra um fundo preto conforme visto na figura à direita:


Uma outra grade contribuição a espectrocopia veio com Kirchhoff e Bunsen descobriram, em 1860, dois elementos químicos que chamaram de Césio e Rubídio, do latim “Cesium”, que significa “azul-acinzentado”, e “Rubidium”, que significa “vermelho”. Também em 1868 alguns astrônomos detectaram a presença de outro elemento, o qual chamaram de “Hélio”, do grego “Helios” que significa “Sol”. Quanto aos espectros chamados de “espectros de absorção”, estes eram como o do Sol, visto por Wollaston e Fraunhofer, com a maior parte colorida e repleto de faixas pretas. Tais faixas foram explicadas pela terceira das Três Leis de Kirchhoff para a espectroscopia




Na figura acima observa-se representação da lei da espectropia

a)Um corpo opaco (que não deixa passar luz) quente, em qualquer um dos três estados físicos, emite um espectro contínuo;

b)Um gás transparente produz um espectro de emissão, com o aparecimento de linhas brilhantes. O número e a posição dessas linhas serão determinados pelos elementos químicos presentes no gás;

c)Um espectro contínuo passar por um gás à temperatura mais baixa, o gás frio causa a presença de linhas escuras, ou seja, será formado um espectro de absorção.

Baixe o texto básico.

Referencias:

1.NOGUEIRA,S.; ASTRONOMIA: Ensino fundamental e médio/COLEÇÃO EXPLORANDO O ENSINO ASTRONOMIA - Brasilia, MEC, SEB. Fronteira Espacial - parte !, volume 11,pag.206, 2009

2.Espectroscopia-Universo das côres - texto disponivel em formato word





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sábado, 8 de outubro de 2016

Massas de ar que atuam no Brasil





CONSTRUÇÃO DE MAQUETE PARA REPRESENTAÇÃO CARTOGRÁFICA DAS MASSAS DE AR QUE ATUAM NO BRASIL . 



II ENCONTRO INSTITUCIONAL ACADEMICO-CIENTÍFICO DO Pibid/FBJ

Jucimara Maria Guimarães1*, Fernando Luiz Pereira 2*, Dr. Natalicio Rodrigues de Melo3 , Valdisia da Silva Leite Lima 4.Estudantes do Curso de Geografia Departamento de Geografia da Faculdade do Belo Jardim-FBJ; 


Trabalho foi premiado:
 II Simpósio Estadual de Ensino Superior de Ensino Pesquisa e Extensão da FBJ - 
III Encontro Institucional Acadêmico-Cientifico do PIBID/FBJ  e
 II Encontro Institucional da Proupe/FBJ.


Passos do Projeto:

1.Aula teórica em sala de aula;
2. Montagem da maquete (exposto aqui passo a passo);
3. Construção do mapa do Brasil;
4. Comparação de imagens de satélite com mapa representativo das massas de ar;
5. Construção de artigo;

PALAVRAS CHAVES: cartografia. massas de ar, ensino

Segundo Torres & Machado (2012), massas de ar são grandes corpos de ar que se deslocam, influenciando o clima das regiões atingidas por elas. Dependendo de seu local de formação ( continental ou marítima). Possui características específicas relacionadas à presença de água e temperaturas. As massas de ar continental costumam ser secas e com baixa quantidade de umidade. As marítimas se caracterizam, principalmente, pela grande quantidade de umidade (TORRES; MACHDO, 2000). 

Quanto as temperaturas podem ser quentes ou frias. As quentes são aquelas que se formam em regiões equatoriais ou tropicais, e as frias são aquelas que se originam nos polos sul e norte. Existem também as massas de ar secas e úmidas. As primeiras se formam em regiões de baixa ou nenhuma umidade, as úmidas são aquelas que se formam em locais com alta quantidade de umidade como, por exemplo, os oceanos. Em função da grande extensão de seu território, o Brasil sofre a influência de diversas massas de ar (TORRES; MACHADO, 2000). 

Algumas são formadas no próprio território brasileiro, enquanto outras são de fora. Ao todo são cinco massas de ar atuando em território brasileiro, a saber: Massa Equatorial Atlântica (quente e umidade); Massa Equatorial Continental (quente e úmida); Massa Tropical Atlântica (quente e úmida); Massa Tropical Continental (quente e com baixos índices de umidade); Massa Polar Atlântica (fria e úmida).

METODOLOGIA

Quanto a metodologia, optou-se em usar as práticas de ensino presente na ciência cartográficas, entretanto por se tratar de representação em maquete não se levou em conta a escala e nem a a precisão para representar os locais de origem e deslocamento das massas. Quanto a representação das massas quente e fria e continentais e marítimas recorreu-se a uso de espirais que represente a ascensão e mergulhos das massas de ar. Para a atividade foi produzido um mapa de isopor destacando as massas de ar e as suas atuações no território brasileiro, as massas foram confeccionadas em cores diferentes as quais representam as massas quentes na cor vermelha e a massa frias na cor azul. Com a apresentação deste material foram ministradas aulas teóricas tendo como base eixo temático curricular Natureza e Ação Humana dos Parâmetros Curriculares de Geografia Ensino Fundamental e Médio presente nos Parâmetros para Educação Básica do Estado de Pernambuco. 

RESULTADO

A realização do projeto mostrou funcional, permitindo associar a práticas cartográfica e conceitos de massas de ar. O uso da representação cartográfica auxiliou de forma efetiva e eficiente no processo de ensino e aprendizagem na campo da Climatologia, Massas de ar que atuam no Brasil conforme eixo relação Homem e natureza presente na Geografia. Conclui-se que a realização do projeto mostrou funcional, permitindo associar a práticas cartográfica e conceitos de massas de ar. O uso da representação cartográfica auxilia de forma mais eficiente no processo de ensino e aprendizagem conceitual e prática da Geografia 

REFERÊNCIAS

  • GUIMARÃES, Rosiane Correia-UFG/Catalão. ROSA, Odelfa- UFG.Catalão. Ensinando Geografia de Forma Lúdica Atraves do Mapa em Quebra-Cabeça. Caminhos de Geografia.
  • TORRES,F.T.PEREIRA; MACHADO,P.J.O. Introdução à Climatologia. São Paulo. Cengage learning.2000.
  • Parâmetros para Educação Básica do Estado de Pernambuco - parâmetros Curriculares de Geografia - Ensino Fundamental e Médio.2013.

PASSOS DA MONTAGEM DA MAQUETE

                                                Fonte: Fernando Luiz e Jucimara Guimarães(FABEJA_PIBID)

1. Entre em um site de busca e baixe uma mapa mudo do brasil. Amplie em quatro folhas A4 ou maior se assim desejar.  

Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016.  
2. Cole juntando as páginas e depois recorte o mapa do Brasil.

Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 
3.Cole o mapa recortado sobre folhas de isopor ( nesse exemplo usou-se duas folhas). 

Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 
4.Use uma atlas geográfico para pintar e plotar as informações  que queira inserir.
Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 
5. Nessa fase pode pintar, colar areia, pó de serra, glite, etc. 
Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 
Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 
6.Recorte no isopor as letras que vão representar as massas de ar. 
Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 
7.Construindo a espiral para representar a mPa - massa Polar atlântica (úmida e fria), observe que utilizou-se a cor azul. Esses modelos de espirais podem ser baixados na internet.

Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 

Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 
8. Modelo espiral utilizado para representar as massas de ar  úmida e quente. 
Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 

Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 
9. O mapa quase pronto com as massas de ar identificadas.

Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 
10.O mapa concluindo com todas as massas de ar representadas. Note que foi colocado um palito de churrasco para fixar as letras no mapa que representa as massas de ar. 

Imagem e arte: Jucimara Maria Guimarães, 2016. 
Quadro comparativo das massas de ar com a imagem de satélite GOES. 

obrigado pelo acesso ! 

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

O Relevo do Brasil segundo Jurandyr Ross

O RELEVO DE JURANDYR ROSS - CONHECENDO NA PRÁTICA DE CAMPO E NA CONSTRUÇÃO DE MAQUETE OS CONCEITOS E FUNCIONALIDADE DO RELEVO BRASILEIRO. 


Passos do Projeto: 

1.Aula teórica em sala de aula;
2. Montagem da maquete (exposto aqui passo a passo);
3. Construção do perfil de elevação do relevo usando o Google Earth;
4. Aula de campo com objetivo de visualizar unidades: Planalto, Planície e Depressão;
5.Construção de vídeo sobre o Planalto da Borborema;
6. Construção de artigo e publicação em livro. 
7. Baixe o PPT no site :slideshare.net

Autor: Dr.Natalicio de Melo Rodrigues
Ms.Lindhiane Farias


Vídeo produzido na condição de resultados:



Serras das Russas, Coordenadas; Latitude: 8°10'56" S, Longitude: 36º 29'48" localizada no Setor Maciços Remobizados do Domínio da Zona Transversal do Planalto da Borborema.

Maquetes produzida na condição de resultados na Escola.


   Alunos e estagiários do PIBID Geografia -Lajedo-PE

 INTRODUÇÃO

O objetivo desse artigo é relatar que foi possível montar uma representação em maquetes do relevo brasileiro, considerando os conceitos de Nivel I (Planalto, Planície e Depressão) desenvolvidos por Jurandyr Ross, usualmente presente nos livros didático de geografia de nível médio na forma de figura.

A construção da maquete da representação desses conceitos que elucida as três formas balizadoras do relevo da superfície do Brasil, foi antecedida por duas outras etapas sucessivas e complementares, a exposição teórica conceitual e a prática de pesquisa de campo. Essa metodologia aplicada visou aproximação real da percepção conceitual representada pelas representações figurativa presente nos livros, com a manifestação real e seus usos das formas de relevo definidos por Jurandyr Ross que estão materializada na paisagem natural.

Admoestando sempre que a execução dessa atividade teve como base as recomendações do Pro. Dr Aziz Ab' Saber (1975) em seu artigo Forma de Relevo quando recomenda aos pesquisadores o cuidado na explicação da origem das formas, seu desenvolvimento e condições atuais do relevo, afirmando que a superfície da Terra não foi esculpida apenas por simples e isolados processos de erosão, mas sim um conjunto de ações dinâmicas combinados. Entretanto, numerosos livros didáticos continuam a enumerar os tipos isolados de erosão, responsabilizando este ou aquele processo erosivo por todas as feições do relevo terrestre. O mesmo adverte que na realidade temos que corrigir de imediato tal distorção, incluindo pelo menos algumas ideias básicas:

1 — Os fatores responsáveis pela elaboração das formas de relevo são sempre combinações regionais de processos, dependentes das condições climáticas (e hidroclimáticas) de cada área;

2 — O relevo atual é sempre uma herança de prolongados processos combinados de erosão, que
variaram muitas vezes no decorrer do tempo;

3 — A explicação das feições erosivas, feições residuais e feições deposicionais é muito mais complexa do que se imaginava até há poucos anos.

Essa advertência é de fundamental importância, por isso é importante que o pesquisador busque outras fontes que levem as explicações das razões das condições atuais do relevo brasileiro. O uso aqui da classificação do relevo de Jurandyr Ross, foi motivado em parte entender o modelo explicativo e como transformar esses conceitos teóricos  em uma pesquisa de campo.   




JUSTIFICATIVAS

Esse projeto se justifica na medida que veio permitir os pesquisadores professores envolvido no PIBID de Geografia da Faculdade de Belo Jardim a conhecer os conceitos de Jurandyr Sanches Ross, saber atribuir os conceitos das unidades a ideia dinâmica do funcionamento dos Planaltos e Depressões como superfície sujeitas a processos de denudação marginal e circundesnudação a qual estão submetidos, e também os processos de acumulação manifestado nas as Planícies. Nesse sentido a construção de uma maquete em três dimensões tem a função de permitir visualizar o posicionamento nas escalas temporais e espaciais das feições de relevo, sua submissão a dinâmica planetária da Litosfera a qual se atribuí ao relevo brasileiro.  A viabilidade desse projeto tornou-se possível em grande parte pela condição privilegiada no sentido geológico de geomorfológico de localização da distribuição dos arranjos espaciais da unidade de relevo Depressões, os Planaltos e as Planicies no Estado de Pernambuco de forma linear.

Figura 1: Na figura acima observa-se um recorte do mapa de Relevo Brasileiro desenvolvido por Jurandyr Ross, nota-se ainda um traçado em cor cinza mostrando a distribuição linear das unidades de relevo utilizado no o percurso da excursão.



Figura 2: O mapa de Pernambuco com a indicação da BR 232 que foi utilizada para realizar o percurso durante a excursão par aula de campo. A seta em cor verde mostra o ponto inicial da Depressão sertaneja no município de Arcoverde-PE. O ponto em cor azul é cidade de Belo Jardim.

Nessa condição o estado de Pernambuco torna-se por sua localização e suas  características geológica e geomorfológica, uma excelente campo de pesquisa, uma vez que por essas condições naturais é possível visita no mesmo estado as três formas utilizada por Ross na classificação do relevo brasileiro, essa condição e potencializada mais ainda  porque as unidades é de fácil acesso, uma vez que distribuem-se na rota que pode ser percorrido em veículo via rodovia federal BR 232, que se estende de Recife na Unidade Planície Litorânea, perpassando em um segundo momento sobre grande parte do Planalto de Borborema no sentido Petrolina, seguindo a grande Falha Geológica denominado por JATOBÁ,L.(2008) Lineamento Pernambucano, até chegar as bordas da Depressão Sertaneja e São Francisco nos limite de Arcoverde em trajeto de cerca de 250 km, distancia linear  que pode ser percorrido até mesmo em um só dia, dessa forma tornando-se possível utilizar essas potencialidade para o entendimento do conceitos estabelecidos na Classificação de Ross.

CONSTRUÇÃO DO PERFIL DE ELEVAÇÃO DA ROTA BELO JARDIM RECIFE


Observa-se na figura acima uma linha em cor vermelha elucidando o roteiro Belo Jardim -Recife, apontando o ponto de partida Belo Jardim situado no Agreste setentrional de Pernambuco  e ponto final na Planície Litorânea do Recife. Embaixo no gráfico é possível notar que o ponte de partida em Belo Jardim se situa em contas altimétricas bem mais elevada representado em cor rosa que o litoral onde as cotas são rebaixadas e menos de cinco metros de altitude em relação a cotas centrais do Planalto. Para a construção do perfil de elevação do roteiro foi utilizada a ferramenta Perfil de elevação do Google Earth Clique:(Perfil de elevação).

FASES DO DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

O projeto se distribui em quatro  fases distintas e complementares, uma primeira denominada de Aula de Construção Conceitual e Aspectos Teóricos, uma segunda com leitura e análise do texto RELEVO BRASILEIRO - Uma Nova Proposta de Classificação Jurandyr Luciano Sanchcs Ross; etapa em que os pesquisadores aprende a justificativas dos conceitos, em um terceiro momento  o pesquisadores são convidados  são motivados a construírem uma maquete que represente os aspectos das formas de relevo e sua função no ciclo do relevo, e por fim na fase final e complementar os pesquisadores são convidados a participar de uma excursão prática as unidades do relevo para a leitura de paisagem das formas presente nas grandes estruturas de relevo elucidada nas teoria de classificação de Jurandyr Ross. Por fim todas essas fases foram  registradas na forma de arquivo digital em fotografia, resumos, produção de videos, que posteriormente  foram divulgadas no Blog GeoEstudos e na rede social Facebook, quanto ao  vídeo (ainda em fase de produção) divulgado no canal site denominado YOUTUBE.
  • 1.AULA DE CONSTRUÇÃO DOS CONCEITOS E ASPECTOS TEÓRICOS E A POTENCIALIDADE DE PERNAMBUCO NO ESTUDO DO RELEVO BRASILEIRO 

O estado de Pernambuco torna-se por suas características geológica e geomorfológica uma excelente campo de pesquisa uma vez que é possível visita no mesmo estado as três formas utilizada por Ross para classificar o relevo brasileiro, melhor ainda em uma só rota pela rodovia federal BR 232, rodovia que se estende desde Recife inserido na Unidade nº 28 Planície e Tabuleiros Litorâneos, percorrendo em um segundo momento sobre a Unidade nº 10 Planalto de Borborema, no sentido Petrolina, até o encontro das bordas da Unidade nº 19 Depressão Sertaneja-São Francisco nos limite de Arcoverde, em trajeto de cerca de 250 km que pode ser percorrido em um só dia.



A classificação de Jurandyr Ross propôs uma divisão do relevo do Brasil  mais complexa que as anteriores. Sua proposta é importante porque resulta de um trabalho realizado com o uso de técnicas ultramodernas, que permitem saber com mais conhecimento como é formado o relevo brasileiro. Esse  conhecimento é fundamental para vários projetos (exploração de recursos minerais, agricultura) desenvolvidos no país.


O trabalho do novo mapa de relevo apresentado pelo professor Jurandyr Ross tem como referências básicas:
  • a gênese e a idade das forma do relevo;
  • o conteúdo geológico, ou seja das forma de relevo;
  • os processos atuantes  na dinâmica do relevo, ou seja, na dinâmica do relevo, ou seja a fotodinâmica, relacionada com as forças endógenas ( de atuação interna) e exógenas (de atuação externa)    
Ross afirma que "desse modo o relevo é produto do antagonismo de forças que atuam de dentro para fora, através da litosfera e da energia do interior da Terra; e de fora para dentro, através da atmosfera", se referindo especificamente às forças endógenas e exógenas.

Segundo o autor, " a energia endógena, representa pelas litologia e seu arranjo estrutural e pelas pressões magmáticas, cria formas estruturais nos relevos da superfície terrestre. Já a energia exógena, comandada pelo Sol através da camada gasosa que envolve a Terra, produz o desgaste erosivo das formas estruturais que gera a esculturação" . Portanto, a estrutura e escultura se combinam para explicar os fatos físicos que são demonstrados pelas formas de relevo.   O substrato, ou seja, a composição dos materiais, bem como a ação do tempo cronológico, da energia e dos fatores morfoclimáticos ou do tempo atmosférico se entrecruzam e se combinam em suas ações. (...)          


O novo mapa de Jurandir Ross apresenta-se em três níveis de complexidade, denominados Nível I, Nivel II e Nivel III.
  • O Nível I é uma forma simplificada, de acesso fácil e imediato e apresenta as formas de relevo em três tipos; os Planalto, as Depressão e as Planícies.
  • O Nível II é uma forma intermediária, de assimilação mais complexa que o nível I. Apresenta os Planaltos, as Depressões e as Planícies, e os Tipos de Rochas que compões essas unidades distribuídas em dois tipos Cristalinos para alguns Planalto e Depressão e as Sedimentares para alguns planaltos, depressões e todas as Planícies.
  • O Nível III é a classificação completa, com todos os elementos pesquisa  pesquisados pelo professor Ross. Apresenta os Planaltos dos tipos: Bacias Sedimentares, Intrusões e coberturas residuais de plataforma; Cinturões orogênicos, Núcleos cristalinos arqueados.
Nesse projeto de pesquisa em sua fase inicial concentra-se apenas no apenas o Nível I, e tem como foco principal entender a função de cada uma dessa unidade na escalo regional do Agreste, Sertão e Litoral no estado de Pernambuco. 





PLANALTOS:

1. Amazônia Oriental;
2. Planaltos e chapadas da Bacia do Parnaíba;
3. Planaltos e chapadas da Bacia do Paraná;
4. Planalto e chapada dos Parecis;
5. Planaltos residuais norte-amazônicos;
6. Planaltos residuais sul-amazônicos;
7. Planaltos e serras de Leste-Sudeste;
8. Planaltos e serras de Goiás-Minas;
9. Planaltos e serras residuais do alto Paraguai;
11. Sul-Rio-grandense.

Vista parcial do Planalto da Borborema visto da Pedra do Cachorro. Fonte: Natalicio de Melo Rodrigues, 2015.



DEPRESSÕES:

12. Amazônia Ocidental;
13. Norte-Amazônica;
14. Sul-Amazônica;
15. Araguaia-Tocantins;
16. Cuiabana;
17. Alto Paraguai-Guaporé;
18. Miranda;
19. Sertaneja-São Francisco;
20. Tocantins;
21. Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná;
22. Periférica Sul-Rio-grandense.

Depressão Sertaneja visto da Serra de Santa Rita no muncipio de Arcoverde margem da BR 232. Fonte: Natalício de Melo, 2015.

PLANÍCIES:

23. Rio Amazonas;
24. Rio Araguaia;
25. Pantanal do Rio Guaporé;
26. Pantanal Mato-grossense;
27. Lagoas dos Patos e Mirim; 
28. Planícies e tabuleiros litorâneos.

Planicie Fluvio marinha da Cidade do Recife, Fonte: Jc.2015. 
OS TAXONS  

Ross também elucida ao pesquisadores os níveis de analises da formas de relevo, considerando a escala de analise e como cada unidade se distribui em unidades taxonômicas,  por exemplo no Projeto foi realizado visita a três unidade sendo elas: uma DEPRESSÃO particularmente  a unidade nº19 denominada Depressão Sertaneja - São Francisco;  um PLANALTO o denominado nº 10 Planalto da  Borborema, e por fim uma PLANÍCIES  numero 28 denominada de Planicie e Tabuleiros Litorâneos. Observando a gráfico de Taxon, ver-se que o Planalto da Borborema, Depressão Sertaneja e a Planicie se enquadram no 2º Taxon como uma unidade Morfoescultural, o que permite entender que seu papel é erosiva e delimitado por declives, condição em que os sedimentos erodidos são levados ou carreados para a Planicie Litorânea. Quando a depressão o papel de condição sujeito a erosão também lhe é reservado, mas uma diferença de drenagem fica bem visivel, enquanto que a maior parte do rios que nascem nas escarpas do Planalto da Borborema tem uma drenagem exórreica direta para o oceano, é caso por exemplo do Rio Ipojuca, Rio Una, o rio Capibaride e o rio Beberibe, ao contrário dos rios  da Depressão Sertaneja, como é caso do Brigida, Moxotó que drenam para os rio São Francisco em um primeiro momento, como se comportassem como endorreico momentaneamente até que o São Francisco leve suas aguas ao oceano. 



Modelo esquemático das unidades de Taxon aplicados a analises da escalas nives de formas de relevo.

2.A CONSTRUÇÃO DE UMA MAQUETE DO  MAPA DE RELEVO BRASILEIRO

 A maquete, assim como o desenho, tem papel fundamental no processo de elaboração de projetos de Cartografia, entretanto a maquete tem uma vantagem, isso porque na forma de modelo de representação física e em escala reduzida permite uma ideia da função das formas no ciclo do relevo, condição que é valida também para um mapa de bacias hidrográfica ou de relevo como é esse caso particular do Relevo do Brasil de Jurandyr Ross, nessa condição torna-se um instrumento de extensão das extensão das linhas de um mapa, com a vantagem de possibilitar a manipulação da terceira dimensão, mas não pretende ser uma elucidação da formas como de fato ocorre na natureza, mas apenas representação da função das formas. 

 A maquete, nessa fase, é útil também para testar escalas cartográficas e, assim, enriquecer o processo, interagindo com as demais linguagens gráficas ou de modelos. A hipótese deste trabalho supõe que, na formação do geógrafo ou licenciado  as maquetes de concepção física e manual são fundamentais para treinar a habilidade de manual e percepção do olhar, o mesmo se pode dizer sobre a interação em grupo e sentido de cooperação, sendo importante instrumento para estimular o sensação e a percepção ao espacial e tectônica, contribuindo para o aguçamento do processo criativo desse projeto em todas as suas fases. 

Assim, esse projeto de pesquisa consistiu em verificar como o uso da maquete de concepção física pode ser suporte criativo nas fases iniciais da formação do professor. Para tanto, realizou-se uma pesquisa a ao por meio de oficinas de maquetes junto a alunos  do um curso de de Geografia do PIBID. A partir da analise dos resultados, o trabalho aponta diretrizes gerais para o uso da maquete física manual como instrumento pedagógico de estímulo à criatividade  dos professores, bem como apresenta contribui para a sistematiza ao e conscientiza ao do processo de projeto a partir da utiliza ao da maquete de concepção manual


Também ao tomar contato com os modelos tridimensionais reduzidos sobre o lugar, é possível desenvolver a construção do conhecimento dos espaços: vivido, percebido e o concebido. Conforme Almeida & Passini (1991, p. 26 e 27), estes seriam os níveis da evolução da criança para a construção do conhecimento, em que o espaço vivido seria o vivenciado por meio do movimento e do deslocamento. Portanto, o espaço físico e o percebido seria o que permanece na “mente” pesquisador, ou seja, não há necessidade de experimentos físicos, e o percebido seria as relações espaciais entre elementos através de sua representação.
O uso deste material poderá propiciar ao aluno a noção de perspectiva que passa a conservar a posição dos objetos permitindo fazer uma relação topológica, a visualização do relevo, percebendo sua altitude e sua declividade, relações estas mais difíceis de ocorrer em um mapa, principalmente quando representados por curvas de nível que exige um grau de compreensão e abstração maior do estudante (SAMIELLI, M.E.1992).

O MATERIAL

O material para construção da maquete:
02.Folha de isopor de 5 mm tipo 01 de *50 x 1,00 (uso na representação das Planícies).
02.Folha de isopor de 10 mm tipo 01 (uso da representação da Depressões).
01.Folha de isopor de 15 mm tipo 01 (uso na representação dos Planaltos).
01.Cola de isopor 500 ml.  
01.Cortador de EPS (isopor).
01.Folha de borracha 90 x 90 mm de cor verde para representar as planícies.
01.Folha de borracha 90 x 90 mm de cor amarela para as representar as depressões.
01.Folha de borracha 90 x 90 mm de cor marrom para representar os planaltos.
03.Moldes em folha fina do mapa de relevo medindo 1.00 m2(Quadrado)
02 tubos de tinta cor amarelo para contorno do isopor (Depressão)
02 tubos de tinta cor marrom para contorno do isopor (Planaltos)
02 tubos de tinta cor verde para contorno de isopor (Planície)

*Observação a folha de isopor é 50 x 1,00 logo menor que a folha de emborrachado, isso significa que se faz necessário colar duas folhas de isopor para dar suporte ao molde emborrachado. Essa condição se repete por duas vezes.  O material que sobre do isopor pode ser aproveitado para confecção dos planalto por isso na relação tem a recomendação de apenas uma folha.

O MÉTODO CARTOGRÁFICO

   
Para apresentação da aula foi utilizado um banner com as representações do modelo de Jurandyr Ross medindo 1.00 mm x 1.00 mm. Foi construído também um aula em PPT detalhando as unidade Planalto da Borborema, Planície Litorânea e a Depressão Sertaneja, todas essas unidade foram visitadas em Pernambuco no sentido Arcoverde (Inicio da Depressão) segundo pela BR 232 cruzando a Unidade 10 Planalto da Borborema e findado no marco Zero em Recife, que será detalhado no tópico Excursão. 


Molde em Banner para explanação dos conteúdos e conceitos. A esquerda o Prof. Doutor Natalicio de Melo, a direita a Professora Mestre e Diretora da FABEJA Lindhiane Farias.  


Molde em papel que após recortado o mapa do Brasil usado para traçar o contorno sobre a folha do emborrachado verde.


 1ª Etapa: Construção da representação das Planícies. 
Na imagem ver-se a esquerda o prof.Dr.Natalicio de Melo, a direita a prof.Ms.Socorro 


 Figura 1: Observa-se na figura acima o uso do emborrachado sendo colocado na mesa para recorte e representação das Planícies.  
 


Figura 2: O molde nesse primeiro momento deve ser cortado com muito cuidado seguindo toda a linha exterior que representa o mapa do Brasil, e depois deve ser colocado sobre a folha do emborrachado verdeAutor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015




Figura 3: Prenda a folha emborrachada verde na mesa e coloque o molde de papel mapa sobre o emborrachado verde trace o contorno de todo o mapa do Brasil.



Figura 4: Após desenhar o contorno do relevo do Brasil corte o emborrachado verde seguindo o contorno traçado recorte a peça. Nessa etapa pode ser usado um estilete ou um tesoura pequena com corte afiado. 
 Figura 5Observa-se que os pesquisadores estão utilizando o estilete para o corte da peça emborrachada.Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015

Figura 6: Ver-se a peça emborrachada verde pronta sendo apenas retocada e conferida. O emborrachado verde ser a base de toda as demais peças. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015 


Figura 7: A peça folha emborrachada após o corte e colada sobre a folha isopor de 5 mm. Observe que há uma folha de isopor por baixo do emborrachado.

Figura 8: Observe que o pesquisador está finalizando a peça emborrachado verde sobre a folha de isopor de 5 mm com a pintura do contorno, esse procedimento evita que o contorno fique branco. O corte do isopor pode ser feito com fio quente ou cotador de EPS .Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015.


2ª Etapa: Construção dos moldes das Depressões com folha emborrachado amarelo



Figura 9: Para realizar essa fase do recorte do emborrachado amarelo que representa as depressões que no mapa aparece em cor azul escuro ( a cor original usado por Jurandyr Ross é o amarelo), se faz necessário : Primeiro pegue o molde de papel que foi usado para delimitar todo o Brasil como vê acima na figura, e recorte todas as unidade de cor verde (Planícies) do molde mapa em papel. Após recortar retirando as partes verdes do molde de papel  o mapa do Brasil molde ficara menor, repita esse procedimento para retirar a unidade 24 do recorte central que representa a planície do Araguaia. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015     



Figura 10: Observa-se que após recortar o mapa retirando as planícies, o mapa ficara dividido em três partes. Agora é cole a folha de emborrachado amarelo sobre isopor de 10 mm para produzir o molde isopor. Após as peças emborrachada amarela se colado sobro  o isopor deve-se cortar o excesso de isopor com fio quente, após o corte com fio quente o mapa vai ficar como vista na figura acima. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015

 
Figura 11: Observa-se a finalização do contorno da peça que representa as depressões em cor amarelo com as duas folha já coladas, a folha emborrachada amarela e o isopor de 10 mm. Após esse passo pinte as bordas de amarelo. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015



Figura12: Observa-se a peça que representa as depressões com amarela finalizada e colada sobre a peça que representa as planícies. Percebe que o emborrachado verde fica em relevo e sobrasei  permitindo visualização das planícies. Nesse condição fica evidenciado que as planícies funcionam como receptora de sedimentos vindo das depressõesAutor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015


3ª Etapa: produção das  unidades que representam os Planaltos.   



Figura 13: Produção e recorte das peças que representa os Planaltos e aplicação do emborrachado sobre o isopor de 15 mm. Nessa etapa voçê deve recortar do molde de papel todas os recortes que representam os Planalto (cor marrom). Após recortar aplique sobre o emborrachado, e seguida aplique o emborrachado sobre o isopor.  Vai perceber que o procedimento se assemelha ao anterior aplicado as depressões. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015

Figura 14: Finalização dos contornos das unidades que representam os planaltos.Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015




Figura 15: Observa-se as junções dos três dimensões que formam o mapa de relevo de Jurandir Ross. O verde representando as Planícies, o amarelo que representa as Depressões e por fim o marron que representa os Planaltos.


Figura 16: peça finalizada com a representação das três unidades de relevo. Observa-se  que os Planaltos em cor marrom e mais alto que as depressões (amarelo), e as depressões mais altos que as planícies (verde)Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015



Peça finalizada a disposição do laboratório da Escola para uso em sala de aulas nas aulas de Geografia. Autor: Natalício de Melo Rodrigues, 2015.


3. DA EXCURSÃO


Teve como objetivo visitas as três unidades de relevo conforme classificação de Jurandir Ross, a saber uma unidade de Planalto, que em Pernambuco local de desenvolvimento do Projeto denomina-se n° 10.Planalto da Borborema;  uma Planicie denominada nº 28. Planícies e tabuleiros litorâneos, e  uma unidade do tipo Depressão denominada aqui de Depressão Sertaneja e São Francisco.


O PLANALTO DA BORBOREMA


O Planalto da Borborema segundo (ANDRADE,M.C,2003), trata-se de um dos grandes compartimentos regionais de relevo situados no nordeste. Esse Planalto distribui-se sobre um conjunto maciço ou blocos falhados e dobrados, por sua extensão assume forma de relevo delimitada por declives onde predomina processos erosivos químicos, físicos e biológicos, e que se distribuem de forma contínuas mas não linear, ao longo da fachada do Nordeste oriental do Brasil, ao norte das margens norte e nordeste das bordas da bacia do rio São Francisco, por sua distribuição sobre materiais rochosos de dureza variável tem sua cotas altimétricas que oscilam em números entre 200 metros nas bordas das margens da bacia norte e nordeste do Rio São Francisco em Pernambuco até cotas mais elevadas que superam 1.000 metros distribuídas aleatoriamente, como são os casos de Garanhuns, Triunfo e Brejo da Madre de Deus, muitas destas em áreas aplainadas como é o caso de Garanhuns,  são as denominadas cimeiras(ANDRADE,M.C,2003);( AB'SABER,1952); (ROSS,J.S.1996).





Observa-se acima a vista da paisagem da cidade de Arcoverde, localizado nas Coordenadas geográfica 8°25'15" de Latitude, e Longitude 37°03'43", no qual tem seu sitio no inicio no final da escarpa das Serras do Mimoso e inicio da borda da Depressão Sertaneja-São Francisco, e distribui sua mancha urbana ao longo do  entorno do estreito Vale do Riacho do Mel, tendo como limite Norte e visto ao fundo dessa imagem um extenso aliamento de escarpas de falha pertencente ao conjunto maior denominado Falha Lineamento de Pernambuco, que tem sua vertentes voltadas para o Riacho do Mel  afluente primário do Rio Moxotó que como os demais rios do sertão pernambucano são afluentes do Rio São Francisco. . Observa-se . Fonte: Natalício de Melo Rodrigues, 2014.

O campo ao ar livre e também um lugar de exercício de aprendizagem assim como também é o ambiente da salas de aula da escola. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) destacam não somente a aula, excursão de campo, mas também os conteúdos da geografia física no seu lugar e função na importância de os alunos conhecerem e valorizarem as características fundamentais do Brasil nas dimensões sociais, materiais e culturais e de se perceberem integrantes e agentes transformadores do ambiente. Embora esses pontos possam ser trabalhados apenas em aula, não se deve jamais desprezar as atividades de campo, porque essas permitem comparar e confrontar, no mundo real, os conteúdos estudados.

Nessa condição o estado de Pernambuco torna-se por suas características geológica e geomorfológica uma excelente campo de pesquisa uma vez que é possível visita no mesmo estado as três formas utilizada por Ross na classificação do relevo brasileiro, essa condição e potencializada mais ainda  porque as unidades é de fácil acesso por distribuir-se na rota percorrido pela rodovia federal denominada BR 232, rodovia esta que se estende desde Recife na Planície Litoranea, percorrendo em um segundo momento sobre o Planalto de Borborema, no sentido Petrolina até chegar as bordas da Depressão Sertaneja e São Francisco nos limite de Arcoverde em trajeto de cerca de 250 km que pode ser percorrido em um só dia, dessa forma tornou-se possivel utilizar essas potencialidade para o entendimento do conceitos estabelecidos na Classificação de Ross.


Observa-se a rodovia duplicada BR 232  trecho situado proximo a São Caetano_PE. Observa-se nas bordas da estrada feições de 4º Taxon denominadas pedimentos. Fonte:Natalicio de Melo Rodrigues, 2015. 


A excursão aula de campo teve inicio na cidade de Belo Jardim localizado na Unidade n.º 10 da Classificação do Relevo do Brasil de Jurandyr Roos, esse trajeto pela BR 232  além de percorrer essas unidades permite observação da principais feições de relevo relacionados a teoria da Pediplanação atribuído por de Lester King  para designar as feições de relevo condicionados a clima do tipo semi-arido existente no sertão e agreste do nordeste, a saber, os Pediplanos, Pedimentos e inselbergues, feições de 4º Taxon  que se insere no Planalto da Borborema e na Depressão Sertaneja-São Francisco.   

   

Rodovia BR 232 trecho não duplicado nas proximidades de Belo Jardim-PE. Observa-se que nesse local a rodovia se situa em meio a um extenso pediplano. Fonte: Natalicio de Melo Rodrigues, 2015. 



ARTIGO PUBLICADO NO LIVRO DO EVENTO

O livro Formação Docente é um dos diversos resultado do Projeto PIBID, nesse caso particular do livro  relaciona-se a artigos construídos que retratam atividades do PIBID em diversas áreas da educação e de cursos oferecidos pela instituição de ensino superior -IES particularmente a Faculdade de Belo Jardim. O livro foi organizado por Ivanildo Mangueira da Silva  e Luzia Helena Castro Squinca. Publicado pela editora Livro Rápido com registro no ISBN 978-85-6283-95-7 com 164 paginas e contem diversos artigos de autores da casa.


Quanto ao artigo denominado O RELEVO DE JURANDYR ROSS -CONHECENDO NA PRÁTICA DE CAMPO E NA CONSTRUÇÃO DE MAQUETE  OS CONCEITOS   E FUNCIONALIDADE DO RELEVO BRASILEIRO. O Autor principal é o Prof,Dr.Natalicio de Melo Rodrigues que contou com a cooperação de Lindhiane de Farias.

Observa-se na figura abaixo a esquerda o artigo que resultou do projeto PIBID e a direita a capa do livro que marcou o evento.



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REFERENCIAS


ALMEIDA, S.P; ZACHARIAS, A. A.;. A leitura da nova proposta do relevo brasileiro através da construção de maquete: o aluno do ensino fundamental e suas dificuldades. In: Estudos Geográficos, Rio Claro, Ano II ,n. 1, janeiro/junho–2004,p.53-73 www.rc.unesp.br/igce/grad/geografia/revista.htm

Ab' SABER, AZIZ NACIB. Forma de Relevo: Texto básico, São Paulo, FUNBEC/Edart, 80 pg.,1975.

SIMIELLI, M. E. et.al. Do plano ao tridimensional : a maquete como recurso didáticoIn: Boletim Paulista de Geografia. 70: 5-21 . 1992.

JATOBÁ.L;LINS,R.C. Introdução a Geomorfologia. Recife, Editora Gagaço.2008.  

ZACHARIAS, A. A.; ALMEIDA, S.P. A importância da maquete na produção da linguagem cartográfica e leitura do relevo: Relatos da experiência com alunos do ensino fundamental. In: VI Congresso Brasileiro de Geógrafos - AGB. Anais. CD/ROOM. Goiânia/GO, 2
ROSS,J.S.O novo mapa do relevo brasileiro. Ática, São Paulo, 1996.